sexta-feira, 26 de março de 2010

É sempre mais do mesmo...

É... uma hora essa bagaça ia ter que começar... e tinha que ser assim: numa sexta feira à noite, em que decidi (cof cof) não fazer nada... agora que todo mundo aqui ja foi dormir, o msn já está vazio e as músicas ficaram menos animadas... enfim...
Pra resumir, ou melhor, pra contextualizar a coisa...saí de um relacionamento agora, do qual ja estava saindo há um tempo e... enfim... contextualizar pra quê? O contexto não é sempre o mesmo? Em casa sexta feira à noite por opção! Desabafando pra ng na internet... preciso mesmo descrever o processo?
Tá, não vou começar nunca essa merda... faz o seguinte, vou me inspirar no processo criativo da Clarice (sem polêmica, sei bem o meu lugar, child!) e vomitar tudo.
Conversando com a tia de um amigo, que me perguntou pq eu tinha terminado aquele namoro, respondi que era pq, entre outros motivos que me pareciam menos importantes, ele tinha mentido pra mim. Foi que ela me retrucou? "E dai? Todo mundo mente!". Parei. E pensei. Pq não foi qualquer pessoa me dizendo isso. Foi uma pessoa especial, em que confio, por intimidade e admiração, e por posto tb (ela é uma espécie de sacerdotiza da minha religião - falo disso depois). Mas até ai, foi.
Durante muito tempo, meu então namorado me acusou de ser neurótica, de ter um ciúme tão doentio que o fazia deixar de ser quem ele era e só nos causava brigas e desgastes desnecessários... cheguei ao ponto de pensar em procurar terapia por conta disso.
Não procurei, e terminei com ele.
E hoje, ele está justamente com a pessoa cuja relação de amizade que me gerava desconfiança era questionada... quando a neurose vira verdade, deixa de ser neurose, né? Ou fui eu quem provocou tudo? Quando tudo isso estava mexendo, pela enésima vez, com a minha cabeça, fui a procura do meu arcanjo.
Parêntesis pra falar desse amigo: acho que todo mundo tem - ou deveria ter - um amigo assim. Que esteve sempre, SEMPRE presente. Não me lembro de uma dor de cotovelo, nos últimos 13 anos, na qual ele não estivesse presente. Às vezes falando o que eu queria ouvir, às vezes o que eu precisava ouvir... às vezes me acordando e às vezes só me fazendo dormir... Sempre descubro coisas novas nas nossas conversas, e as melhores, tenho que admitir, acontecem sempre nos piores momentos.
Conversando com esse amigo, ele me mostrou que os homens têm sim necessidade de mentir. E não se trata da necessidade de sacanear alguém. Tem mais a ver com duas outras necessidades até então consideradas masculinas: a de correr riscos e a de preservar sua individualidade. Não é que o cara não goste ou não queira estar com a mulher dele. Mas ele tem necessidade de ter um momento só dele. De fazer uma coisa pra provar pra si mesmo que é independente, que está no comando ou coisa parecida. Esse texto é desse meu amigo, que exemplificou com outro amigo. Este outro, tem uma esposa que ama mt. E uma vez por semana ela dá plantão. Nesse dia, toda semana, ele chama um ou mais amigos pra irem a sua casa pra ver uns filmes e, sei lá, jogar coisas no computador ou no Playstation. Eles comem pizza, conversam até tarde... e depois ele limpa a casa e desaparece com qualquer vestígio pra que a mulher dele não descubra que aquilo
ali aconteceu. E sabe o que a mulher dele acharia disso, se ele contasse antes? Provavelmente nada. É possível que ela até implicasse, mas o mais provável é que não houvesse problema algum. Mas então, pq ele esconde? Oras: pq ali, naquele instante, ele tem um momento só dele. Ele cultiva sua individualidade. E de quebra, devolve a adrenalina ao seu dia a-dia, substância essa que o casamento insiste em defenestrar.
Comecei a pensar nisso, e a pensar que se eu tivesse sido mais flexível, se eu tivesse me segurado mais, confiado mais, brigado menos... E comecei a pensar nas qualificações de mentira. Sempre fui radical demais com isso. Pra mim, mentira era mentira, não existia mentira branca, mentirinha, mentira insignificante ou, como o meu ex disse mais de uma vez: "mentira para evitar problemas". Defendi isso durante muito tempo e tive brigas e discussões pesadíssimas por conta disso. Achava que depois de descobrir uma mentira, do tamanho e pelo motivo que fosse, nunca mais confiaria na pessoa. Engraçado pq, em histórias anteriores, e até nesa mesmo, já tinha perdoado mentiras. Nunca esquecido, mas perdoado. Era como se isso fosse um discurso... a palavra não é essa... pq não era superficial como um discurso. Era um troço, uma cobrança que me fazia sofrer mt, me decepcionava grande, e conforme eu "relevava" e continuava na relação, aquilo me corroia por dentro. Como se eu cobrasse de mim mesma de que não poderia confiar na pessoa, sabe? Mas o que eu sentia era mais forte, misturado muitas vezes com o medo de perder...
E ai, ainda nessa conversa, lembrei (ups!!) que eu tinha mentido tb. Rolava um ciúme doentio, desse meu ex com o meu amigo. E, sério, sem fundamento algum. Pode ter ciúme pela cumplicidade que temos, pela influência que ele tel sobre mim, pela minha admiração pelo cara... isso tudo eu, além de aceitar, entendo, pq acho que teria tb. Mas não, não podia ter ciúme pensando em relação homem x mulher. Não há! É insano, é sacrilégio. Então, por diversas vezes, me afastei desse meu amigo pra evitar problemas. Até que, estava sentindo muita falta, e, mais uma vez, para eviatar problemas, me encontrava escondida com ele. O que fazíamos? Conversávamos. Muito. Horas. E, na maioria esmagadora das vezes, sobre a minha relação e sobre o quanto eu queria fazer aquilo dar certo, sobre o quanto eu amava aquele cara. O que tem demais? N-a-d-a. Exceto pela mentira. Pq era mentira. E não importa dizer que eu sentia culpa. A culpa não me impediu de fazer, então não era legítima.
Nesse momento eu fui mais pra baixo... e comecei a questionar como eu podia cobrar tanta retidão, se eu tinha mentido tb?! Como eu podia discutir e brigar tanto cobrando postura, se eu... eu falhava tb. E chegou o momento em que trouxe pra mim a parte maior do peso pelas coisas não terem dado certo. E nesse momento, exatamente nesse momento, só conseguimos enxergar a parte boa do outro e da relação, e começão a pensar em tudo o que perdemos... e chorei, chorei, chorei...
Alertada pelo meu amigo, percebi que não podia me sentir daquela forma. Pq a minha mentira era realmente uma mentira com qualificação "inofensiva", a dele não. E a prova era ele hoje estar namorando a garota, e nós dois continuarmos como sempre, amigos. Ainda não sei bem se vejo as coisas dessa forma, estou no meio desse processo. Isso tudo, aliás, desencadeia um outro processo: a minha arrogância de politicamente correta. Sabe aquele tipo de pessoa que se julga tão reta, de moral tão irrepreensível, que se permite ser arrogante, se defende e se coloca acima dos demais por isso? Pois é... fui e ainda sou eu em muuuitas ocasiões... Mas esse papo fica pra outro dia...
Difícil terminar um texto assim, mas quero um blog há pelo menos uns 4 anos, e nunca fiz exatamente pq não conseguia terminar os textos, achava tudo meio mal ou não acabado. Então resolvi publicar assim mesmo. Não é tudo o que eu queria dizer, não é da forma que eu queria dizer, deixou coisa demais faltando e sinto que estou um tanto desconexa. Mas talvez, isso seja só mais um reflexo do meu estado.
Até!


quarta-feira, 17 de março de 2010

Marasmo

Comecei 3 textos.. no final da introdução de tds, achei que tava uma merda, apaguei e sai.
Vai looonge esse blog... rs

terça-feira, 16 de março de 2010

Detalhe:

Sei nada de formatação!
Tomando uma surra nisso aqui...
mas com o tempo vai ficando bom...rs...
;0)

Por quê?

Então, queridos (a), seguinte:
Se eu colocasse meu nome no blogguinho, não poderia falar de quase nada,
pois iria expor muita gente... mas se o blog fosse só anônimo, quem leria?
Como eu divulgaria? Como eu faria com que certas pessoas lessem?
Então surgiu a grande idéia: esse blog pode ser seu!
Qualquer um ou uma que se identifique com o que escrevo aqui pode adicionar
o blog aos seus favoritos, como seu site no Orkut, etc... e sempre que alguém perguntar:
"aquele blog é seu?"
O quê vc responde???
"Não! é o blog de uma amiga minha!"
Pronto, o blog é de todo mundo e não é de ninguém.
Divulguem, opinem e não me deixem carente: leiam sempre!
Beijinhos!